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Benfica: duas Taças dos Campeões Europeus seguidas

Cinco anos seguidos, o Real Madrid ganhou a Europa. Depois, um clube português decidiu que já chegava.

Em 1961 e 1962, o Benfica interrompeu o domínio do Real Madrid na prova.

Estádio da Luz, em Lisboa

Fotografia: Wikimedia Commons. Ver Créditos de imagem.

O Benfica venceu a Taça dos Campeões Europeus em 1960–61, ao bater o Barcelona por 3–2 na final de Berna, e repetiu em 1961–62, ao derrotar o Real Madrid por 5–3 em Amesterdão. Eusébio, que se estreou na equipa principal em 1961, marcou dois golos nessa segunda final, aos 20 anos.

O treinador das duas conquistas, Béla Guttmann, saiu do clube em 1962. A lenda da suposta maldição que lançou ao Benfica é uma das mais conhecidas do futebol português.

Benfica3–2Barcelona
Final de Berna, 1961
Benfica5–3Real Madrid
Final de Amesterdão, 1962

O fim de um domínio

Até 1960, a Taça dos Campeões Europeus tinha sido ganha sempre pelo Real Madrid, nas cinco primeiras edições. O triunfo do Benfica em 1961 quebrou essa série, e a vitória sobre o próprio Real, na final de 1962, confirmou que não tinha sido um acaso. Foi a primeira vez que um clube português chegou ao topo da Europa e a primeira vez que alguém repetiu o título frente ao rival que dominava a prova.

Duas finais memoráveis

A final de Berna foi muito disputada: o Barcelona acertou várias vezes nos postes e o Benfica acabou por vencer por 3–2. Um ano depois, em Amesterdão, o Real Madrid de Puskás chegou a estar a ganhar por 2–0 e por 3–2. O Benfica reagiu e, com dois golos de Eusébio na segunda parte, fechou o jogo no 5–3. O jovem avançado, nascido em Moçambique, tornava-se uma estrela mundial.

  1. Até 1960

    O Real Madrid ganha as cinco primeiras edições da prova.

  2. 1961

    O Benfica vence o Barcelona por 3–2, em Berna.

  3. 1962

    Vence o Real Madrid por 5–3, em Amesterdão, com dois golos de Eusébio.

  4. 1962

    Béla Guttmann pede um aumento, não o obtém e deixa o clube.

  5. 1963–2014

    O Benfica perde as oito finais europeias que disputa.

Uma equipa com raízes em Moçambique

Parte do sucesso daquela equipa veio de Moçambique, então território português. O capitão, Mário Coluna, e o jovem Eusébio tinham nascido lá. Esta ligação é contada com mais detalhe na matéria Eusébio e Coluna.

Retrato de Eusébio em 1963
Eusébio em 1963. Fotografia: Wikimedia Commons.

A maldição de Guttmann

Em 1962, Béla Guttmann pediu um aumento e não o obteve, e acabou por deixar o clube. Diz a lenda que, ao sair, lançou uma maldição: o Benfica não voltaria a ganhar uma competição europeia em 100 anos. O que os factos mostram é que o clube perdeu as oito finais europeias que disputou depois disso, entre 1963 e 2014. Sejam ou não consequência de uma maldição, a história tornou-se parte da cultura do Benfica.

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Pergunta 1 de 3

Quantas finais europeias perdeu o Benfica depois de 1962?

Pergunta 2 de 3

Quem treinava o Benfica nas duas conquistas?

Pergunta 3 de 3

Contra que equipa o Benfica ganhou por 5–3 em 1962?

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